quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SIMPLES QUADRAS



Com a poesia adornei
A luta do meu viver
Quimeras eu aumentei
Mas acabei por sofrer.
Deitei mágoas ao vento
Na Poesia fiquei sorrindo
Poemas são monumento
Pétalas de flor se abrindo.
Sou Portuguesa bem sei
Meu destino glória perdida
Partir... mal cheguei
Carregando a Poesia da Vida.
Sou Poeta por momento
O meu destino é chorar!
Mas deito mágoas ao vento
Poesia não vou calar
natalia nuno
rosafogo.
Simples quadras, surgidas num repente, mas que ficam por aqui para não as perder.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

FALAR DE POESIA



Sonhei jardins em flor
Feliz tinha o coração
Meu sentimento era amor
E me pegavas p'la mão.
 
Poesia era alvorada
Escrita com tanto carinho
E eu me sentia amada
A li-a pra ti baixinho.
Poesia esvoaçando
Borboleta em liberdade
Na pressa de ir andando
Para esquecer a saudade.
 
Em minha alma perdida
Há amor p'la Poesia
Sou como flor caída
Sem engenho nem sabedoria.
Há quem fale de poesia
Mas pouco saiba dizer!
É andar de almotolia
E de poesia nada saber.
Poesia é uma roseira
Nascida no coração
Ainda que se queira?
Não a dita qualquer mão.
Poesia é queixume de vento
É onda revolta do mar...
Também da vida lamento!
E saudade em mim a morar.
Escreva-se Poesia a eito
Deixar o rio correr ao mar!
Fecundá-la dentro do peito
Não deixar o rio acabar.

natalia nuno
rosafogo

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

MOVIMENTOS



Para não me sentir só
Escuto a fonte que canta
Sua canção em sol e dó
A minha solidão espanta.


Passa o vento p'lo trigal
O poente a tarde dourou!
Se estou bem ou se estou mal
Por mim a vida passou.


Para quê guardar saudade
Se a saudade me dá fadiga?
Me deixa até sem vontade
Da saudade a que me obriga.


Viajo p'lo tempo fora
Entre  utopia e realidade
Entre lembranças e agora?
Vivo o sonho e a saudade.


Na minha mão a saudade
É réstia de sol embrulhada
Volta a mim a ingenuidade

Cantam galos na alvorada.


Caminhos que atravessei
A sonhar o fiz toda a vida
Perdida agora me achei!
Leva-me a vida vencida.




Passo a Vida à procura
Do que perdi e era meu
O  desgosto não tem cura
Nem a saudade me valeu.


Já não te vejo nem sinto
Ó vida que tanto amei!
Com a verdade te minto
Pois sou Poeta bem sei.




rosafogo
natalia nuno
imagem do blog imagens para decouopage

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CAI A CHUVA...NO MEU PEITO



A chuva vive batendo
Os vidros da minha janela
Ando eu ao acaso vivendo
Tão chorosa quanto ela!


Bate , bate sem piedade!
Ninguém foge ao sofrer
Da vida trago saudade...
Trago nos olhos o chover..


Chuva que cai aos pedaços
Deixa o céu, na terra morre!
Também caio nos teus braços
Quando a saudade me ocorre.


A chuva que cai no mar
Escolheu morrer assim
Também eu só por te olhar
Morro dum amor sem fim!


Nos meus olhos está a chover
Choram os vidros da janela
Vive a chuva enquanto bater
A vida é sopro de vela.


A quatro passos a morte
A quatro passos o caminho
A quatro passos a sorte
Qne não sei nem adivinho.


E cansada de estar morta
Carrego cinza adormecida
Desfeita a vida de tão torta
Esquecida de mim, esquecida.




rosafogo
natalia nuno

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

QUADRAS (2005)




Fui princesa noutra era
Princesa de porte altivo
A vida toda á m'ha espera
E o coração por ti cativo.


Os olhos tranquilos lagos
De sonhos a vida enfeitava
De ti esperava afagos
Teu beijo me enamorava.


Já madruga a madrugada
Contenho os beijos na boca
Trago a vida arruinada
Sem teu amor fico louca.


O olhor se tornou  triste,
p'lo sonho que chove e arde
Ver-me perdida? Não viste!
Cuspindo a vida na tarde.


Trago o coração na mão
Porque o amor  me ignora
Já se agiganta a solidão
A vida é morte por agora.


Das juras de amor eterno
Resta apenas uma quimera
Sonho sonhado num inverno
Que floresce na Primavera.


Há cardos no monte agreste
Ao sol ao frio á ventania...
Já não há amor que preste
Ou que tenha maior valia.


Amor também é tempestade
Faz-nos perder a razão!
Mente com tanta habilidade
Que esquecemos a traição.


rosafogo
natalia nuno

domingo, 6 de novembro de 2011

EXPONTÂNEAS



Neste oceano infindo
Nestas douradas tardes
Já o sol  vai desistindo
Nascem no peito saudades.


Flores tadias desabrochadas
São fantasia poética!
Pobres de rimas coitadas
Quadras estas sem métrica.


Vou desfolhando a saudade
Para mim flor singela
Tantos sonhos na mocidade
Essa sim...a flor mais bela.


Passa a noite, passa o dia
Ambos ouvindo meus ais
Ai...quem me reconheceria?
Se já não sou a que olhais.


Sou inconstante como a brisa
Meu olhar é sol a descoberto
A saudade a dor suaviza
De não te ter, amor por perto.


Pego num fio da tarde
E a saudade é escaldante
Não há memória que apague
O brilho dum olhar amante.


Versos são vôo de condor
São tudo o que o coração sabe
O sonho, a existência a dor
Tudo isto no verso cabe.


Bom saborear o ar liberto
Deixar o coração batendo
Morre a tarde o sol por perto
Nem sempre vivo o que entendo.


Ando aqui a esvoaçar
Qual libelhinha distraída
Ou um gafanhoto a saltitar
Carregando aos ombros a vida.


rosafogo
natalia nuno

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

PEQUENOS TRAGOS



Há searas de trigo louro
Ao vento a ondular
AMOR és meu tesouro
Vivo pra te guardar


AMOR foste o primeiro
A quem dei o coração
Dava-te o Mundo inteiro
Beijos mais dum milhão.


Vem que noite leva o dia
E eu me sinto indefesa!
Em sonhos a vida floriria
se teu AMOR fosse certeza.


Entrego aos vento os ais
E minhas mágoas sentidas
Mas não esquecerei jamais
Do AMOR em nossas vidas.


rosafogo
natalia nuno
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