Mirando a água que corre Vejo a vida que não demora Vejo o sol que nasce e morre Quase sempre à mesma hora.
Mirando campo sem semente - Lembro as mãos calejadas Do meu povo, pobre gente! Que o cavou com as enxadas.
Pássaros fugiam aos brados Nas eiras o trilho girando! Havia pares de namorados Juras de amor...íam jurando. Nada resta senão as estevas A mesma Senhora da Vitória Partes contigo saudade levas A candura da aldeia na memória. O Povo é livre está contente Apesar de levar vida sofrida Não cala que calar consente! Consquitou viver livre a vida.
Lembranças minhas e tuas Entre sonhos e realidades À procura de mim lá p'las ruas Com olhos vazios de saudades. Guardo na lembrança a praça Onde um dia encontrei teu olhar Teu gesto tentador, a tua graça Sempre os olhos hão-de recordar. Se fôr? Esta saudade é condão! Saudade é então tudo que ficou Sentir o que perdi é imensidão Restam versos a quem me dou. rosafogo natalia nuno imagem ret. blog para decoupage
Queria devolver-te o beijo Que me entregáste um dia Procurei mas não o vejo! Transformou-se em agonia. Fechei meu amor num cofre Guardei chave da fechadura Mas meu coração ainda sofre Ao lembrá-lo com ternura. Ninguém tira o que é meu Do sonho que é meu Mundo Se Deus o sonho me deu? Sou Poeta...e vagabundo! Vagabunda anda perdida Num jardim de fantasia! De vazio e solidão vestida Com saudade d'algum dia. Lavei a roupa lá no rio À sombra do choupo amei! Era moça cantei ao desafio E ingénuamente me entreguei. As estrelas entontecidas Os beijos vinham espreitar Enquanto as mãos atrevidas Eram sombras rubras ao luar. Trago rugas é a velhice E a saudade me faz chorar Já chorei na meninice Ando triste não vou negar. Palavras saltam da boca pra fora...sem qualquer razão! As saudades me deixam louca? Sim! Aqui deixo a confissão. rosafogo natalia nuno imagem ret. blog imagens para decoupage
E escrevo para afrontar a dor Às vezes me sinto bem ansiosa Mas tuas palavras me dão valor E me sinto verdadeira, corajosa.
Quem dera ser a Correia Mas sou apenas a Canais Não é grande minha veia!? Mas canto como os demais.
Sem poesia já não vivo Lhe dou graça e a acarinho Meu tempo dela é já cativo Teço-a como quem tece ninho
É tão simples o meu rimar Rimo nele a noite escura Mas rimo sempre a sonhar Que Deus me dê a ventura.
É sempre a alma que chora Mas às vezes também sorri E é a alegria que em mim mora Quando vejo o Poeta por aqui
Eu nasci em Portugal Numa província soalheira Tenho um coração leal Gosto-te à minha maneira.
Em mágoas ando perdida Mas tenho a tua amizade Nada mais quero da Vida Já tenho de ti saudade
Sinto em mim a escuridão Desta noite e tu ausente Daqui te mando meu coração E a amizade que por ti sente.
A lembrança é saudade Lembrar até faz doer Mas eu lembro a mocidade Mesmo que me faça sofrer
Tenho saudades da Vida Dos encantos que ela tem No mistério ando envolvida Sem sonhos não sou ninguém.
Aqui é noite de pensamento A saudade em mim já doi Te mando daqui um lamento Um ai? Não!Um beijo,já foi! Quadras feitas em directo aos comentários a outras quuadras no Luso. (trouxe-as para não as perder).
natalia nuno rosafogo imagem do blog imagens para decoupage
Portugal é pequenino
É como altar eu bem sei!
E o fado é seu destino
E eu também já o cantei.
Encanto e muita história
Mas nada mais que lhe reste
Triste é sua trajectória
Não tem governo que preste.
Mas tem noites enluaradas
Belas paisagens, belo mar!
Pobres gentes bem apertadas
Futuro de cinto pra apertar.
Falar-te de Saramago
Também nasceu no meu chão
Levou com ele o travo amargo
Que sentiu da incompreenssão.
Os outros nasceram tortos
Sou eu tua amiga quem o diz
Falam deles depois de mortos
É assim neste pobre País...
E eu sou do verso inquilina
Meu canto visto de verdura
Sou do Povo, menina traquina!
Tenho por ele muita ternura.
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=195427&com_id=788382&com_rootid=788331&com_mode=nest&com_order=0#comment788382#ixzz1UqQzKLc1
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Estas quadras feitas de improviso para responder a um desafio a um comentário no Lusopoemas.
Estas quadras feitas de improviso para responder a um desafio a um comentário no Lusopoemas.
E a noite então descerá
Como ela estarei sombria
No céu a Lua surgirá
Levando m'ha alma fria.
O relógio horas dará
Assim se resume a vida
- Virá a morte... virá!
Pronta pra me dar guarida.
Ao ver-me triste coitada
Bem dirá a meu respeito!
Levo a vida perdoada...
A saudade dentro do peito.
Mais não quero só violetas
Atiradas... com firmeza!
Tudo mais não me prometas
Nasci pobre e sem grandeza.
Sou poeta sem ostentação
Que já teve e nada tem!
Só no coração a paixão
P'la Poesia se mantém...
Se ouvires o sino tocar
Deixa-o tocar à vontade
Ele sabe do meu finar
E sabe da minha saudade.
E a vida que foi torvelinho
Deixo para trás agora...
Alvoreço em outro caminho
Já nada mais me apavora.
Se fosse fogo te encendiava Em brasa amor tu me amarias! Mas brasa é cinza daqui a nada Tão breve amor me deixarias.
Se eu fosse água te inundava Pra não olhares com olhar falso Ah...dum golpe só eu te matava! Pra não andares no meu encalço.
Se eu fosse vento te impediria Olhares as outras com ternura Então contigo, ao céu subiria! Abrindo portas à minha ventura.
Se eu fosse onda te beijaria Até a boca exaurir em beijos Tuas promessas cumprir faria E em ti afogar os meus desejos.
Se eu fosse golpe te atravessava Para saberes que a dor é maldita! Quanto mais cresce mais é malvada Essa dor de amor que nada evita.
Se eu fosse treva , ou sol ardente Amargas lágrimas ou doce canto? Com minhas forças tão docemente Eu te amaria, sabe Deus quanto! Mas se fosse apenas uma rosa presa... entre os lábios teus julgaria a vida bem generosa afogaria nos teus olhos os meus
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Já não cabem mais horas Nesta dor que me aperta! E a saudade sem demoras Deixa no peito ferida aberta. Surge uma lágrima confusa Que ainda hoje me alucina Amor assim já não se usa Como este amor de menina. Era a tua vida na minha Era o meu corpo no teu! Ainda aos olhos se avizinha Esse acenar que me emudeceu. Uma voz no tempo fugitiva Cativa na minha memória Não morre... eternamente viva! É este o amor da nossa história. Cai a chuva com obstinação Cai monótona e obsessiva! Roubando o sol da recordação, Que recordo, cem anos que viva. rosafogo natalia nuno umagem nlog para decoupage