domingo, 11 de novembro de 2018

deixou-se morrer...trovas



o coração é como um berço
que vai embalando a saudade
amo a vida e até me esqueço
que a morte é uma realidade

faz tempo q' o coração abria
pronto, pronto a desabrochar
passava o tempo e a fobia
era em teu coração morar

grande, a paixão se perdeu
agora coração tão cansado
amor q' no peito adormeceu
a morte dum sonho calado

é um velho piano sem dono
este coração que ainda bate
do amor ficou ao abandono
que venha a morte e o mate

assim vai escondendo a dor
deixou de reclamar mas dói
dá-se à lembrança do amor
e um sopro é tempo que foi

natalia nuno
rosafogo


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

palavras por dizer...trovas



há palavras por dizer
têm a brancura do nada
resta o sonho acontecer
a quem sonha ser amada

do sonho q' me ofereces
não há frio na madrugada
na despedida me esqueces!
e eu sinto-me abandonada

nas horas amargas do dia
lembro que tempo apagou
os sorrisos da fotografia
que aos rostos não voltou

nos sobressaltos da vida
em erupção de sentimentos
com a alegria desaparecida
sobrepõem-se os lamentos

a vida é  largo de emoções
nada nos impede d'avançar
pior a angústia das solidões
que é não saber o que é amar

palavras que dizem o amor
têm eterna e infinda beleza
têm das flores o cheiro, a cor
fica-nos do sonho a certeza

natalia nuno
rosafogo







domingo, 16 de setembro de 2018

cântico triste...soltas




neste verso rosa saudade
de(lírio) ou esquecimento
na procura da felicidade
ando eu a cada momento

debruçada sobre este céu.
q' avisto da minha janela
entre mil estrelas nasceu
uma que é a mais singela

o que me rasgou o coração
com uma espada afiada
fez me caminhar na escuridão
com medo de não ser amada

imenso e constante vazio
vivo em céus d' melancolia
na espinha sinto arrepio...
perdi teu amor, quem diria!

trago meu peito inundado
escrevo palavras d'comoção
ponho as fantasias de lado
que trepam nos dedos da mão

este inferno que é escrever
tão confuso. tão tenebroso
nestas linhas quero morrer
sem um despedir doloroso

natalia nuno
 soltas escritas em meados de 2001






segunda-feira, 3 de setembro de 2018

amizade...




Para mais tarde recordar
Percorremos o oásis da mente
Com uma estranha sedução,
Versos frescos, água corrente
Por um desejo tão fremente
Que desceu ao nosso coração.
Com sentimentos puros e leais
Em momentos tão especiais,
Os que guardamos na memória
Não os esqueceremos, jamais
E farão parte da nossa história.
Poema feito por:
Natália Nuno e Maria Gomes
em 6-12-2017 no centro comercial Vasco da Gama
uma tarde bem passada e em boa companhia

domingo, 2 de setembro de 2018

na aventura do sonho...soltas



finjo até esquecer de ti
nesta viagem dia a dia
tal como coisa que perdi
que é sonho ou fantasia

como comboio que parte
ou que fica pela estação
a vida parte e reparte
e oferece-me teu coração

sinceramente, não tenho
a certeza de estar por aqui
dizem que lá donde venho
já tanta memória perdi...

alastra dentro de mim
esta saudade danada
quando era flor de jardim
e à tardinha te esperava

hoje que não sinto nada
o coração preso por fio
trago a fé afugentada
os dias a morrer de frio

pudesse partir e esquecer
na aventura de teus passos
poderia enfim  envelhecer
na ternura dos teus abraços

natalia nuno
rosafogo




sábado, 1 de setembro de 2018

amar não é castigo...



soltos pelo desespero
meus ais andam a esmo
não voltem assim espero
quero ficar comigo mesmo

quero o absoluto prazer
deixai-me ser insensata
quero sonhar e colher
este amor que a mim se ata

quero ao amor andar presa
trazer meu amado comigo
e das desventuras ilesa
amor e amar não é castigo

falar de amor suplico
neste poema de solidão
louca assim me deixo e fico
sonhando com viva paixão

o amor é pesadelo
é golpe fundo de espada
mas quem me dera vivê-lo
cruzar com ele na m´estrada

natalia nuno
rosafogo

palavras vão...



deixo o sol entrar à vontade
coração sem becos apertados
nele está presente a  saudade
vinda de tempos passados

encontro-te virando a esquina
nada mudou, nem eu mudo
és o que me resta da sina
e o que resta é mais que tudo

nas saudades onde m' afundo
que já não cabem em mim
és prémio maior q' o mundo
quero acreditar que sim...

palavras vão linha a linha
na cabeça do poeta louco
rezadas como ladainha
chôro por amor tão pouco

não tenho abrigo seguro
nem de viver tenho noção
pouco a pouco nem o futuro
quero já saber pra mim não

de loucura se cobre a vida
e eu sempre de peito aberto
trago-a sempre indefenida
mas quero trazê-la por perto

ao tempo não m'acomodei
fui conquistando a idade
deu-me tudo e eu lhe dei
estas trovas da saudade

natalia nuno
rosafogo