domingo, 17 de janeiro de 2016

quando a lua desce...à terra



minha infância passada
e os ardores da mocidade
depois da minha abalada
morro agora... de saudade

da janela mirando o rio
com os olhos meio secos
enche-se me a alma de frio
quando recordo teus becos

trago os sons nos ouvidos
das águas... e do moinho
em meus sonhos perdidos
inapagados teus caminhos

vou ainda atrás das casas
em sonho aqui e além...
minha mente ganha asas
passo a ponte...Banda d'Além

revivo velhas tradições
tudo me segreda saudade
rosário já velho...orações
do tempo da mocidade

sigo menina prá escola
lembro canções infantis
o que levava eu na sacola?
festejo de quem era feliz

no rio, no adro, na praça
do poço cantara à cabeça
meu coração tudo abraça
ainda lembro hora da reza

estás agora outra, renovada
mas és dona dum tempo antigo
pelos lapenses és amada...
sonham calados, sonham contigo

saudade velha tento calar
palavras que venho cantar-te
nostalgia acabei por herdar
e é difícil esquecer de amar-te


natalia nuno





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