domingo, 1 de novembro de 2020

quimera...




vestido com seu aroma
deixei à beira do caminho
aquele por quem me toma
sempre de si bem pertinho

ouvi o coração silvestre
já pincelado de lua...
com as estrelas vieste
rogando que eu fosse tua

branca flor da cerejeira
com sua sensualidade
pirilampos á nossa beira
tudo hoje me dá saudade

fechei os olhos pra cheirar
a frescura do tomilho
recordo, bom que foi amar
entre a folhagem do milho

e o desvelado salgueiro
recorda que tanto amei
amei o teu ser inteiro
ao teu feitiço me agarrei

fica o mel no teu olhar
no meu da terra o verde
és razão do meu sonhar
meu desejo, minha sede

neste desejo enraizado
apago a amargura vivida
deixo amor ao teu cuidado
a quimera desta vida...

natalia nuno




2 comentários:

Gracita disse...

Oi amiga Natália
Li maravilhada estes belíssimos versos de amor
Quanta magia e encantamento em suas palavras
Estupendo e fascinante
Beijinhos

orvalhos poesia disse...

Ola querida Gracita

Obrigada amiga, estas quadras têm alguns anos, por as achar tão simples nunca as tinha partilhado, tenho tanta coisa em sebentas para passar, mas já me passa a vontade. Sinceramente depois do teu apreço, até as acho bonitas, é que duvido sempre do valor dos meus escritos. Agora até já me acho com vontade de colocar no face.

Beijinho amiga
és um doce!