domingo, 12 de junho de 2011

SOLTAS XXV



Esperança pouco restou
Da Vida já quase nada
Só sei que o que ficou
É esta saudade apertada.


Já se foi a Primavera
Outono nem sei ao certo
Agora pouco se espera
Parece a Vida um deserto.


Cai a noite a manhã nasce
Aperto o coração no peito
Nasce o sol o dia faz-se
E eu solitária do meu jeito


Os tempos estão mudados
Já foram dias de festejos
Trago meus sonhos fechados
E saudades dos teus beijos.


Desfio um rosário já velho
Com minhas mãos já gastas
Agora me vejo ao espelho
Sei porque é que te afastas.


São duas horas da tarde
Lembranças que vêm e vão
São como aves em liberdade
Aceleram o ritmo do coração.


Lá vou seguindo viagem
Tal qual a Vida também
Mas vou encher de coragem
Quero ir um pouco além!


Já não oiço o ouvi contar!
O que se viu outro dia...
Escondidos a namorar
Enquanto a Lua descia.


Casos de dor e tristeza
Coisas de negrume pesado
Outras de tanta beleza
Como o azul do céu anilado.


Gente boa, gente forte
Qua ainda a memória traz
A todos chegou a morte
Pois que descansem em paz.


E minha lembrança voando
Corre, não se deixa prender
É lavra de fogo incendiando
Dando á Vida,  ainda prazer.


rosafogo
natalia nuno

1 comentário:

manuel marques disse...

Muito bonitas as quadras,adorei.

Beijo.