domingo, 17 de abril de 2011

SOLTAS XV



Tudo que escrevo eu sinto
São como lamentos reais
Às vezes para mim minto
Porque me doem de mais!


Há dias em que não escrevo
Para não usar o coração
Tão cansado que nem atrevo
A causar-lhe  desilusão.


O amor é como incenso
Que acende e arde breve
Aroma que odora imenso
A alma de quem escreve.


Na verdade não me conheço
Tão diferente da que fui
Meu caminho eu atravesso
Lembrança que já  dilui.


Já não há nada de verdade
Falo, falo, nem sei quem sou
Sou de mim já só a saudade
Saudade que em mim ficou.




natalia nuno
rosafogo
imagem-blog imagens para decoupage

2 comentários:

manuel marques disse...

O poeta é um fingidor. Finge tão completamente. Que chega a fingir que é dor. A dor que deveras sente.
(Fernando Pessoa )

Abraço.

Natalia Nuno disse...

É verdade Manuel, quanta razão tinha o Poeta, ele lá sabia.
Em cada poesia, cada verso há sempre um pouquinho de nós, mas sempre se lhe dá uma suave harmonia.
Beijo