terça-feira, 13 de agosto de 2013

não me esperem...que não vou



o ritmo dos meus dedos
que dançam endiabrados
só não contam os segredos
em mim trago guardados

anda a roer-me o juízo
o pensar nos meus pecados
que passe a insónia preciso
trago os sonhos espantados

amor vou cantando a medo
e a saudade é meu penar
assim neste abandono ledo
de mais uma noite a sonhar

lá vem outra alvorada
cada manhã é esperança
nasce o dia... luz espelhada
à memória vem lembrança

andam sonhos foragidos
como aves imigrantes
sonhos novos esquecidos
outros velhos já distantes

não esperem que não vou
não exijam mais coragem
se o coração se quebrou
a vida está de passagem.

natalia nuno
rossafogo


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