sexta-feira, 17 de outubro de 2014

cai a noite...trovas




a noite cai tão depressa
levo as sombras ao lado
noite de luar como essa
q'reflecte o lugar amado

a noite se desfaz...solidão!
estagnados... olhos abertos
p'la madrugada inquietação
hora de notícias d' apertos

os sobressaltos da vida
q' à noite trazem  insónia...
no dia de amanhã perdida
lembro q'vida é transitória

a noite caíu num instante
começa a chuva a bater
num choro louco, vibrante
à luz deste verso a morrer

prendo palavras q'se agitam
caídas folhas de outono
logo elas na noite gritam
até me tirarem  o sono...

faz-se silêncio, eternidade
me traz a ilusão do nada
escrevo verso e a saudade
é uma lágrima inesperada...

natalia nuno
rosafogo
foto de Helder Duque, obrigada amigo pela cedência.

                                                                               
 é noite na minha aldeia
perpetua os nossos rastos
uma labareda sempre ateia
os nossos sonhos já gastos

   





3 comentários:

Edith Lobato disse...

E o silêncio fala, o coração sente e memória passeia nas lembranças. Lindíssimo poema. Feliz fim de semana. Bjs

Natalia Nuno disse...

Oi minha querida amiga, desejo igualmente que tenhas um fim de semana com muita paz, grata pela visita, bem hajas.

beijinho

Natalia Nuno disse...
Este comentário foi removido pelo autor.