sábado, 18 de outubro de 2014

tanta coisa, pouca coisa...trovas



ai de mim, tão pouco sei
olhos abertos ou fechados
tão pouco, conta me dei
meus versos aí  espalhados

ai de mim, falta de senso
tanta coisa, coisa pouca...
queixas d' alma, ai imenso
da viagem q'me põe louca

assim me vou consumindo
não culpo a vida e ninguém
só este desejo advindo
faço versos... aqui e além

sem engenho assim dirão,
são ramos verdes sem flor
com loucura escritos à mão
hora a hora engenho e amor.

ai de mim com ou sem rima
vou escrevendo com tal força
não será uma obra prima...
mas m' querer não há q'torça

q' importa quem não admira
quem nada viu por aqui...
quem no meu peito desfira,
q' ri por último melhor ri

natália nuno
rosafogo

4 comentários:

manuel marques Arroz disse...

"ai de mim, tão pouco sei!
olhos abertos ou fechados
tão pouco, conta me dei
meus versos aí espalhados"


Continua espalhando versos ,pois assim chega ao coração do mundo para que ele se sinta melhor.

Beijos e bom fim de semana.

Edith Lobato disse...

Trovas lindíssimas, o poema em trovas é musical e de leitura agradabilíssima. Bom fim de semana. Bjs

Natalia Nuno disse...

Assim vou fazendo amigo, embora já com um pouco de cansaço, que os anos não perdoam...sabes eu nasci prá rima, adoro fazer quadras, tenho imensas guardadas, e de vez em quando partilho algumas.
Obrigada, desejo-te um domingo excelente

beijinho

Natalia Nuno disse...

Olá querida Edith

Eu gosto de rimar, tenho certa facilidade, fico feliz por saber tua opinião e fico grata pela visita.

Beijinho e bom domingo, retribuirei a visita.