terça-feira, 4 de janeiro de 2011

TROVAS NO TEMPO

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Meu canto é de amargo cheio
Poesia eu trago nos braços
Me enleio nela, me enleio!
Em doces e longos abraços.


Digam lá o que disserem
Que de ouvir-vos não me cansa
Calo-me se assim o quiserem
Deixem-me ao menos a esperança.


Se eu de saudade, partisse...
Levava saudade que é bastante
Do poema que eu melhor disse!
Aquele da saudade já distante.


Quanta distância vai de mim!?
Ai quanta distância Deus meu!
Que já nem sei ao que vim!?
Nem lembro se o coração morreu.


Mas sei que nasci do Povo
Desse de quem trago saudade
Estando morto levantou de novo
P'rá conquista da liberdade.


Já subi ao mais alto monte
Mais alto quero ainda subir
Quero enxergar lá no horizonte
Com olhar cansado o meu partir.


Passará por mim o sol e o vento
E eu seguirei até à eternidade
...Só sobrará um pensamento
Saudade levo  da mocidade.


Meu olhar seguirá o poente
Nele vazará toda a sua tristeza
E aí se fechará tão docemente...
Esquecendo do Mundo a frieza.


rosafogo
natalia nuno

2 comentários:

ausenda disse...

Amiga, que dizer da trova da tua alma...lindo!
Um poema que é canção!

Beijinho

Natalia Nuno disse...

Obrigada amiga, bom te receber nesta minha humilde escrita.

Beijinho, bom ano para ti.