sempre parto mas volto
na esperança do teu afago
deixo por cá coração solto
e meu olhar feito lago...
parto nas asas do desejo
no lago reflecte a lua
levo o doce mel do beijo
morro de saudade tua...
um momento de desvario
parto a lembrar-me da vida
já não é lago, mas sim rio
dos meus segredos guarida.
sou uma solitária barca
parto de noite ou de dia
minha alma já se encharca
em profunda melancolia.
já brame a voz do trovão
e meu coração está vivo
e o poder da imaginação
é com ele que eu sobrevivo
parto e vou ao passado
a essa querida infância
o mundo mesmo atolado?
não me tira essa lembrança
no lugar onde eu nasci
a velha figueira nasceu
ainda hoje a vejo ali...
tão solitária quanto eu.
recordações que conservo
fazem-me eco aos ouvidos
do que vejo e observo...
sonho, sonhos destemidos.
natalia nuno
rosafogo
imagem da net
Sem comentários:
Enviar um comentário